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Tragédia e farsa: a história se repete na política brasileira

Ao analisar as trajetórias de Napoleão Bonaparte e de seu sobrinho, Luís Bonaparte, no contexto das transformações políticas da França,…

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Tragédia e farsa: a história se repete na política brasileira


Ao analisar as trajetórias de Napoleão Bonaparte e de seu sobrinho, Luís Bonaparte, no contexto das transformações políticas da França, Karl Marx formulou uma de suas reflexões mais conhecidas: a história se repete, primeiro como tragédia e depois como farsa. A observação revela como determinados acontecimentos históricos podem ressurgir sob novas circunstâncias, assumindo contornos que reproduzem, de maneira caricatural, os dramas do passado.

O resultado das eleições para presidente no Brasil, com Flávio Bolsonaro ganhando o primeiro turno com margem mínima de votos, nos leva à conclusão de que a farsa se aproxima.

A democracia brasileira não conheceu tragédia maior do que o governo de Jair Messias Bolsonaro. Sua gestão, segundo essa perspectiva, comprometeu a imagem do país no cenário internacional, acirrou as tensões internas e aprofundou os conflitos sociais. Foi como se, de repente, alguém tivesse aberto a caixa de Pandora, libertando todos os males, ou lançado sobre o Brasil as dez pragas do Egito.

Durante seu governo, Bolsonaro estimulou o descrédito da ciência, especialmente durante a pandemia de covid-19. Sua gestão também enfrentou o retorno da fome, o elevado desemprego, a inflação e as críticas aos cortes orçamentários na educação e na saúde, além das controvérsias envolvendo o chamado orçamento secreto.

A tragédia sanitária deixou mais de 700 mil brasileiros mortos, em um contexto marcado pelo negacionismo e por decisões governamentais amplamente questionadas. Porém, a sucessão de acontecimentos não terminou aí. O capítulo final dessa trajetória, seu grand finale, viria com a tentativa de golpe de Estado, que culminou nos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

O segundo turno e a repetição da história

Estamos diante de uma decisão crucial neste segundo turno das eleições presidenciais: manter a democracia com Lula ou correr o risco de um retorno ao autoritarismo com Flávio Bolsonaro.

Flávio encarna a farsa, pois compartilha os ideais políticos de seu pai, Jair Bolsonaro. Ao lado de seu irmão Eduardo, atuou em favor de sanções econômicas contra o Brasil, incluindo o chamado tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump. A expectativa era de que essas pressões enfraquecessem o governo Lula. Entretanto, a economia brasileira demonstrou resistência e manteve-se firme diante das adversidades.

A mídia estrangeira diz que a mídia brasileira trata Flávio Bolsonaro com toda bajulação. Não diz que Flávio é filho de um criminoso que tentou acabar com estado democrático de direito. Flávio Bolsonaro é a história que se repete como farsa.

Bora Lula! Grita o povo nas ruas.

O autor é graduado em Letras pela UFAM, pós-graduado em Ética Sares/Unicap, artista amazonense cantor, compositor, ativista político cultural marxista.

Foto: Divulgação/imagem gerada por IA.



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