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Guerra eleitoral: ataques, pesquisas e disputa pelo voto

​​​​Pelo que tenho observado, na atual fase de campanha eleitoral, mais do que nas anteriores e mesmo nas mais recentes, a disputa…

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Guerra eleitoral: ataques, pesquisas e disputa pelo voto


​​​​Pelo que tenho observado, na atual fase de campanha eleitoral, mais do que nas anteriores e mesmo nas mais recentes, a disputa entre boa parte dos concorrentes ao próximo pleito não tem sido pelo voto individual de cada eleitor ou eleitora, mas tem se excedido, e muitas vezes sem medida, para polos os mais exagerados de agressão e tentativa de desmoralização do concorrente. Isso vem se dando mesmo entre os noviços, aqueles que experimentam pela primeira vez o enfrentamento nas batalhas eleitorais.

​Essa verdadeira guerra se desenvolve após abandonarem a foice e o martelo, que de nada servem para os enfrentamentos atuais. É que alguns candidatos não estão mais se contentando com as redes sociais, com todos os mecanismos de comunicação digital nos quais, quase como terra de ninguém, vários deles se atrevem a praticar todo o tipo de desvio e crime capitulado na legislação eleitoral e regulamentados nas resoluções do Tribunal Superior Eleitoral, à procura de serem eleitos e sem medo de serem pegos em falso.

​Confiam, segundo penso, que não serão alcançados pela mão da justiça, do ministério público, denúncia de seus concorrentes ou de algum eleitor mais atento a essas estrepolias e cônscio de seus deveres de cidadão, em momento tão crucial da vida nacional e amazonense. Os sinais que me chegam, entretanto, partido dos órgãos de fiscalização e controle e da justiça especializada federal, dizem o contrário, porque os meios de vigilância também têm sido ampliados e, no caso amazonense, a justiça eleitoral está em mãos de desembargadoras que costumam desafiar os incrédulos e aplicar-lhes o rigor da lei. 

Propaganda e fiscalização eleitoral

​A propaganda no horário especial nas emissoras de rádio e televisão, erroneamente denominada de “propaganda eleitoral gratuita” mesmo sendo custeada pelo contribuinte, ainda que de forma indireta, vai indicar a conduta política oficial e às claras dos candidatos, mesmo que nas redes sociais, blogs, portais e outros meios de informação alguns possam seguir praticando e estimulando o que muitos chamam de “baixaria”, independentemente dos candidatos que procuram visibilidade e aderência eleitoral por meio do “escracho”. 

​Um mecanismo com autorização legal e determinadas condicionantes é o da pesquisa, instituída para orientar o eleitor e os candidatos quanto à aceitação, recusa ou insatisfação com as propostas dos candidatos, majoritários ou não, e porque fotográficas, os indicativos vão oscilando na probabilidade de escolha pela maioria do eleitorado. 

​Pasmem os leitores que até algumas pesquisas, registradas na justiça conforme a lei, se apresentam de forma “fanhosa” (para dizer o mínimo), e acabam servindo para confundir o indivíduo e embaralhar o jogo em certas posições, do que para esclarecer e orientar o cidadão.

​A multiplicidade de instituições ditas especializadas nesse tipo de trabalho, o qual costuma ser muito bem remunerado pelos partidos, coligações e federações, não raro mostra desfaçatez com “os seus resultados”, embora afirmando fidedignidade.Brasil afora, estão ficando desacreditados 

​  Os números são embaralhados, muitas vezes, e parecem servir para aumentar a guerra eleitoral e provocar ilusão no eleitor.

O autor é membro da Academia Amazonense de Letras*.

Foto: Divulgação/imagem gerada por IA.



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