Há idiotas irrecuperáveis. Um exemplo são os ajudantes de vampiros: sabem que o amo é a encarnação do mal, que se alimenta do sangue da humanidade e promove um holocausto, e, ainda assim, permanecem ali, subservientes, guardando-o no caixão, quando poderiam pegar uma estaca e cravá-la no peito do vampiro.
Incapaz, na sua idiotice, de eliminá-lo, o idiota segue saracoteando com bajulações, mas terá o mesmo fim das vítimas do nefasto.
A ficção nos remete a situações parecidas. Flávio Bolsonaro prega o seu capitalismo canibalista. Com todas as letras, diz que vai desvincular o aumento das aposentadorias, aumentar para 70 anos a idade para se aposentar, não conceder aumento nem reajustar o salário mínimo e acabar com a CLT.
Caraca! E trabalhadores votam nesta peste!
O que dizer de uma senhora pobre, doente, que utiliza a Farmácia Popular, onde pega os seus remédios, e vai votar fantasiada de patriota, dizendo que seu pastor afirmou que Deus tem um propósito para o Brasil com Flávio?
Cacilda! Imaginei o propósito do pai, Bolsonaro, deixando conscientemente morrer 700 mil brasileiros. Isso não é coisa de Deus, é do… Complete.
Poderia ficar por aqui, caro leitor, mas utilizo a ficção recorrendo à imaginação.
Espero que, no dia 25 de outubro, dia da eleição, as setecentas mil vítimas de Bolsonaro se conectem com os mais de 30 milhões de eleitores que não votaram e os convençam a derrotar a barbárie e os idiotas!
O autor é graduado em Letras pela UFAM, pós-graduado em Ética pela Sares/Unicap. É artista amazonense, cantor e compositor, ativista politico cultural e marxista.
Foto: Divulgação/imagem gerada por IA.