O Brasil atravessa uma crise de confiança institucional que já ultrapassa as disputas políticas. Quando a sociedade começa a desacreditar das instituições responsáveis por sustentar a democracia, abre-se espaço para o caos, para o oportunismo político e para aqueles que sonham em concentrar poder sob o pretexto de salvar a República. Esse é o destaque de hoje na Coluna do Cristo.
O caso Daniel Vorcaro e o Banco Master tornou-se um dos símbolos dessa crise. As investigações precisam esclarecer, sem exceções, as operações financeiras e eventuais relações com agentes públicos dos Três Poderes. Ninguém pode ser condenado antecipadamente, mas também ninguém pode ser protegido antecipadamente.
É justamente aí que entra o Supremo Tribunal Federal. A mais alta Corte do país não pode ser percebida como parte do problema, mas como instituição capaz de ajudar a restabelecer a confiança pública. Quanto maior o poder, maior deve ser a transparência e a responsabilidade.
Ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, cabe uma missão histórica: passar tudo a limpo e não permitir que suspeitas sejam empurradas para debaixo dos tapetes do poder.
Se houver inocentes, que sejam preservados. Se houver responsáveis, que respondam. O que não pode prevalecer é a sensação de que existem intocáveis na República.
Porque quando o cidadão deixa de acreditar na Justiça e nas instituições, a democracia começa a perder seu principal alicerce: a confiança.
E a República não pode ter donos.
Esse e outros destaques você confere na Coluna do Cristo desta sexta-feira, dia quatro de setembro.
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Foto: Wallace Martins/STF